domingo, 4 de abril de 2010

Sem sabor...

Amanhece…um e outro raio de Sol espreitam pelas gretas do estoro, de um quarto que se mantém às escuras há já algum tempo…
Não queremos ver o dia, não queremos pensar nas horas que faltam para voltar a adormecer!
O caminho, as etapas que traçamos para esse dia e que ainda vão ser cumpridas, as ordens, os horários…a rotina…sem sabor!
Não queremos…
Não temos vontade…
Não devia de haver necessidade em ressuscitar este sentimento de vez a vez…a verdade é que existe necessidade, existe vontade, existe tempo para lhe dar corpo e alma, para lhe dar Vida e até nome se quiser!
Passa tempo, fragmentos de segundos…não posso perder tempo, cada minuto joga contra mim e contra a nossa vontade!
Sem sabor…mais um dia, sem sabor…
E não há como explicar…”são dias”!
O problema é que já se vão perdendo horas a pensar em porquês, vão-se perdendo horas á procura de sabores, as noites passam com mil e uma ideias e no dia a seguir nada surge, apenas uma noite mal dormida e os irrelevantes “Porquês”…
Então começa mais um dia sem sabor…
Sem vontade em existir, em fazer, em projectar e concretizar…queremos mais!
Mas não damos o passo e vacilamos…partimos para mais uma volta, uma ronda “alimentada” de ordens, de horários…e o dia passou…sem sabor…

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